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Com Empatia, para cuidar de uma pessoa eu tenho que ter a habilidade de a compreender e ao seu mundo, como se estivesse dentro dela. Tenho que ter a habilidade de observar como se fosse com os olhos da própria pessoa, ou seja, como o mundo dela é para ela e como ela se vê a si mesma. E em vez de apenas olhar para ela de uma forma objectiva ou imparcial, para o seu exterior (como se ela fosse um espécime) eu devo ter a sensibilidade de estar com ela no seu mundo, entrar no seu mundo para que sinta dentro dela como é a vida para ela, pelo que ela se esforça por ser e o que precisa para crescer.

A Actualização, é o processo de me tornar em tudo o que sou capaz de ser na totalidade. E isto traduz-se num esforço pelo crescimento e preenchimento na totalidade, em relação às capacidades ou potencialidades interiores. A tendência através da minha Actualização na totalidade, como um organismo ou Eu interior, transforma-se no processo de Auto-actualização, através do que e pelo que eu me esforço por trazer á vida desse meu interior, para viver e desenvolver o Auto Conceito com congruência. Maslow (1970) descobriu que as pessoas Auto-actualizadas são extremamente atentas a si mesmas, auto direccionadas, criativas, capazes de se aceitarem e amarem a si mesmas e aos outros, dedicadas á procura de um significado pessoal e total preenchimento. O pensamento da Actualização é baseado na premissa de que todo o ser humano é basicamente bom.

Na Acção, “o segredo de ter as coisas feitas está no acto” (Hill and Stone 1961). “As acções internas preparam o caminho para as acções externas” (Egan 1994). Ou seja, para eu ser produtivo, a acção tem de ser alinhada com o propósito, dai que o primeiro passo é decidir onde é que eu quero chegar, o objectivo mas também o porquê, e assim clarificar a acção e os valores. A ênfase está em melhorar a minha capacidade ou prontidão para a acção, com motivação, como a força de uma alavanca, alcançar a definição do propósito e compromisso, com auto-confiança e auto-estima. A qualidade da acção é assegurar que a acção seja apropriada á tarefa.

A Assertividade, que é uma clara e apropriada resposta nem passiva nem agressiva a outra pessoa, é também a habilidade, de eu expressar claramente sentimentos positivos ou negativos. É comunicação, onde eu demonstro Auto-respeito e respeito pela outra pessoa. É onde os meus direitos pessoais não são impulsionados ou promovidos á custa dos direitos da outra pessoa. É uma abordagem dignificante para as interacções humanas, que preserva a estima de todas as partes, enquanto ao mesmo tempo, alcanço um objectivo particular.

Ter Atitudes Positivas, “é ter uma correcta atitude mental para cada ocasião específica” (N. Hill and W. C. Stone 1960). Atitudes são como crenças, com a adição de um componente emocional que me inclina a responder ou positivamente ou negativamente. O que interessa não é tanto o que me acontece na vida, mas a minha atitude em direcção ao que me acontece. E particularmente crucial, é a minha atitude para com a própria mudança.
Autenticidade, é o ideal de ser verdadeiro com o Eu, independentemente das circunstâncias. É um toque harmonioso, onde, e pelo qual eu posso avaliar, quais os comportamentos particulares que são correctos para mim. Manifestar situações de sensibilidade é normalmente visto como uma marca de efectividade pessoal. A noção de Autenticidade parece ter mais sentido, quando o Eu é construído como um processo, em vez de o vermos como uma entidade sólida. “É um processo de andamento gradual de Auto-compreensão.” (Van D. Smith 1990). É um esforço em ter um comportamento consistente com a pessoa que eu compreendo ser no momento.

As Crenças, são pensamentos de alguma certeza sobre o Eu e os outros, as coisas e as situações. “As crenças frequentemente têm um sentimento de dimensão, são como pensamentos que contêm emoções.” (Sue Knight´s 1995). As crenças proporcionam os filtros pelos quais eu percebo e organizo a realidade. As crenças, se não governadas, afectam a percepção do Eu, as minhas habilidades, potencialidades e oportunidades. (Jill Hall 1990) sugere: “as crenças em contacto com os níveis mais profundos de consciência, têm o poder de criar a realidade.” E (Colin Turner 1994) diz: “a lei universal da crença declara que aquilo em que eu realmente acredito com sentimento, virá a ser a minha realidade.” As crenças são uma questão de escolha. “ Eu posso acreditar no que eu quiser.” (Alder 1995). As crenças antigas podem ser deitadas fora e novas crenças instaladas sem nenhum grande esforço, removendo e regando os novos canais nervosos deixando os antigos a secarem completamente, pois todos os problemas têm uma solução. “Os terapeutas precisam de estar atentos às crenças mais comuns que retardam uma vivência efectiva.” (Egan 1994, Ellis 1987). Então, é nossa a responsabilidade, de assegurar que as nossas crenças suportem em vez de retardarem o nosso desenvolvimento. As crenças são nossas empregadas ou servidores, assim como nossos mestres.

A Mudança pode existir sem desenvolvimento, mas não pode existir desenvolvimento sem mudança. “Use o seu cérebro para a mudança.”(Bandler 1995). “Use visualização para mudar.” (Fanning 1994). A mudança é tão complexa ou simples, quanto eu queira que ela seja. Eu como indivíduo já tenho todos os importantes recursos que eu preciso para efectivamente mudar. A mudança tem que ser auto-motivada e auto-direccionada. Eu devo ser o meu próprio agente e advogado da minha mudança. Eu posso precisar de mudar uma crença, antes de poder mudar consistentemente um comportamento, se eu não fizer a mudança ao nível apropriado, então, uma parte de mim irá sabotar a outra. A mudança ocorre quando uma pessoa torna-se no que ela é quando tenta tornar-se no que ela não é. A mudança é mais fácil de ser efectiva quando eu sei que a quero, quando sei porque a quero, e quando tenho uma convincente imagem mental, ou seja, uma visão de como será quando a alcançar. Associar as consequências da mudança com o prazer é importante, mas fazer das consequências da não mudança dolorosas pode ser mais importante. A pré insatisfação da situação corrente é o motor da mudança. Eu tenho uma ideia clara e precisa do que eu quero assim como também do que não quero. Uma mudança sem sucesso normalmente é associada ao não ter nada para repor, seja no que for que tenha sido eliminado ou riscado. O primeiro requisito para uma maior e discreta mudança é algum amor-próprio e auto-aceitação que nos possibilita conhecer os nossos defeitos e medos e desta maneira libertarmo-nos deles. A chave é meter acção sem ficar paralisado com análise excessiva. Primeiro devo trabalhar no interior e nas crenças, ouvir as dúvidas, explorá-las para assegurar que a mudança que desejo é certa para mim, consistente com os meus valores profundos. Depois de convencido e uma vez que estou certo, devo focar-me totalmente e não permitir que nada me detenha. Se sei o que quero então sigo para o que quero.

A Congruência, é a afirmação em que as diferentes partes da mim estão em harmonia e leais a uma causa comum. Estas partes, regra geral, são mente e corpo. “Congruência é a afirmação de alinhamento, quando eu acredito no que estou a fazer e o meu corpo e mente estão funcionando através do meu objectivo.”O´connor and Prior 1995). Num sistema mais elaborado incluo o sentimento, ou seja, mente, coração e comportamento. Ter as minhas partes interiores congruentes não é fácil. Dúvidas e incertezas podem ser traçadas no intelecto, nas emoções, nas crenças, nos valores, desejos, objectivos ou golos. “ Ser capaz de detectar incongruência em mim irá salvar-me de cometer muitos erros”. (O´connor and Seymor 1993). A congruência facilita o desenvolvimento e é a afirmação ideal pela qual muitas pessoas lutam. É normalmente considerada um pré-requisito para a paz de espírito e sustentação da felicidade. É um sinal de maturidade individual. Congruência é a base do poder pessoal. Congruência produz energia e força. “A congruência é usada para descrever a afirmação, em que as nossas capacidades interiores são consistentes com o nosso Eu, a noção consciente de quem somos e o que somos”. (Carl Rogers).
Competência, é eu alcançar resultados bem sucedidos numa base consistente em relação a um papel ou actividade específica. “Competência é a habilidade de realizar uma tarefa.” (Burgoyne 1990). Desenvolvimento pessoal pode sempre ser definido em termos de competência, como graus diferentes de desenvolvimento ou realização. As listas de competência, mesmo que com algumas imperfeições, são desenhadas por indivíduos e onde pessoas geniais trabalham em equipa. A competência colectiva da equipa pode ser o grau correcto a ser focado, a não ser que a contribuição de indivíduos para a realização da equipa possa ser avaliada com precisão. Finalmente a abordagem da competência é sobre ser julgado contra um critério determinado por outras pessoas. E isto pode ser visto como oposto á ideia de que a auto-aceitação não necessita valorização do critério externo usado por outros, mas a valorização do meu próprio uso de critério pessoal.

A Criatividade, em primeiro lugar é sobre usar os meus recursos psicológicos e emocionais para produzir resultados, produzir mudanças e encontrar soluções não usuais e de alta qualidade para problemas. Nem todas as pessoas fazem uso deste potencial. A centelha da criatividade será extinta se não lhe for dada expressão. As pessoas criativas geralmente são: abertas às experiências, flexíveis no pensamento, habilidosas em lidar com informação conflituosa e não excessivamente influenciadas pelo criticismo ou elogios. A criatividade transforma-se dentro de um seguro ambiente psicológico em que há aceitação, uma atitude de não julgamento e liberdade de pensar e sentir. Eu posso criar a minha própria realidade. Eu sou o autor, artista, realizador e fazedor da minha própria vida, de mim mesmo e das minhas próprias experiências subjectivas. Criatividade e transformação partilham um vocabulário comum, insight e intuição. “A acção criativa não é tanto um traço de personalidade como um estado de espírito que pode ser aprendido.” (Jane Henry 1991). A criatividade pode ser explicada em termos de processos cognitivos normais semelhantes ao reconhecimento, compreensão e insight adequado com abordagens baseadas no cérebro para serem aprendidas e desenvolvidas. A estrutura da criatividade pode ser paralela á estrutura do auto-desenvolvimento. Não surpreendentemente, as qualidades atribuídas às pessoas mais criativas são similares às pessoas que se caracterizam como auto-desenvolvidas. E isto inclui pensamento independente, aceitação de ambiguidade, flexibilidade, optimismo e confiança, fluência verbal e curiosidade. “As pessoas criativas parecem confortáveis com o arriscar, são abertas a novas experiências e exibem um alto nível de perseverança e disciplina”. (Henry 1991). “As barreiras comuns ao ser criativo são similares ao do desenvolvimento pessoal, que incluem medos de falhar e de cometer erros, hábitos rígidos, comportamentos auto-derrotistas, uma primordial preocupação com o sentir-se seguro e um relativo e pobre controlo sobre a mente e os seus recursos”. (Adams 1974, Egan 1994).

As Emoções, são estados subjectivos de sentimentos, ligados não a eventos externos, mas até um certo ponto á minha avaliação desses eventos. Os meus sentimentos reflectem o que se passa na minha mente em relação às coisas que me preocupam mais. Posso acentuar o controlo emocional, ou um estado de administração usando o cérebro para ter os sentimentos que quero e á intensidade necessária. As emoções são massivamente importantes para mim. Elas enriquecem as minhas interacções, facilitam a comunicação, prepara-me para agir, dão-me prazer e ressaltam o meu bem-estar. As emoções determinam a qualidade de vida e o que cada um de nós procura, em um particular jogo de sentimentos para desfrutar numa base consistente. Ex: não queremos o carro mas o sentimento que está associado a ele. Porém, eu não devo submeter-me, nem tão pouco desmiçar as minhas emoções. Eu preciso educar e ser educado pelas minhas emoções. Isto significa permitir experimenta-las, ouvi-las, fazer distinção entre elas, conhecê-las e de seguida escolher o que fazer com elas. Ignorar, disparar ou reprimir, pode ser mais prejudicial. É apropriado e suficiente identificar e ter conhecimento do sentimento e de seguida remover a atenção dele. Desenvolver-me como pessoa significa experimentar e aceitar a totalidade das emoções, permitir que fluem através de mim e tomar conhecimento mesmo daquelas que eu prefira não ter. Quando resisto a uma emoção ela tende a voltar atrás e persistir. Ao conhecer uma emoção, eu posso enfraquece-la. Quanto melhor compreender as minhas emoções e a mim mesmo como ser emocional, melhor compreendo as emoções das outras pessoas. Compreender as minhas emoções incluindo as que me transtornam, oferece um enorme potencial para o crescimento pessoal. As emoções são moralmente neutras, nem boas nem más, eu é que preciso desenvolver estratégias para as modular. Tenho a escolha de as mover para um estado em que me sinta positivo e produtivo. Eu sou responsável pela forma como me sinto. Ou escolho como me sinto ou posso aprender a decidir como me sinto, aprendendo a controlar a minha mente. Torna-se fácil governar os sentimentos através do governo do meu pensamento, trabalhando de seguida nos sentimentos directamente. Eu posso escolher sentir mais ou menos seja o que for que escolha sentir. Eu atraio pensamentos congruentes com o meu estado de espírito na altura, que de seguida reforçam esse mesmo estado de espírito. A direcção para a gratificação emocional é característica de uma consciência pré-esclarecida. As emoções são vistas menos como uma fonte de enriquecimento do que uma turbulência e insistente preocupação com o ego ou personalidade. Desprender-me e separar-me das minhas emoções e dar-lhes menos prioridade na minha vida, é mover-me para mais perto de um estado adiantado de esclarecimento.

A Excelência, é a habilidade de fazer algo excepcionalmente numa base consistente. Excepcionalmente implica um bom nível de realização, acima do que é pedido para demonstrar um nível mínimo de competência. A diferença entre os dois níveis é popularmente chamada: a diferença que faz a diferença. Bom, significa rápido, cheio de esforço e elegantemente. Base consistente implica a habilidade de alcançar o mesmo alto resultado, mais ou menos através da reprodução dos processos e comportamentos responsáveis pelo resultado. Finalmente, habilidade refere-se ao tipo de jogo mental particular e outros processos que são necessários para produzir resultados excelentes. Tudo isto inclui particulares tipos de pensamento, sentimentos afirmativos, formas de usar a minha voz e outros comportamentos físicos. A excelência é considerada peculiar a particulares indivíduos, é um talento único. “Indivíduos que são extraordinariamente extraordinários.” (Howard Gardner 1995). Excelência está ligada ao conceito de contínuo desenvolvimento. É sobre ser muito bom em qualquer coisa e tentar ser ainda melhor, o que por vezes envolve cometer erros.

A , é acreditar sem uma evidência conclusiva, particularmente em mim e na minha habilidade de ocasionar ou produzir situações que eu desejo. Fé também é o mecanismo de controlo que fortalece e intensifica crenças e o seu impacto no subconsciente. A mente acredita e faz consistentemente o que lhe é pedido. Ter fé, envolve mandar repetidamente as mesmas fortes instruções para a mente subconsciente que as irá procurar pôr cá fora, particularmente quando percebo e acredito em total alinhamento com estas instruções. Afirmações são as ferramentas chave para induzir e intensificar a fé. A visualização pode também fazer com que as instruções pareçam reais e realizáveis. A fé é crucial para o sucesso e desenvolvimento. O desenvolvimento pessoa l, por definição, preocupa-se com estados e realizações que são imateriais e potenciais, que apenas existem na mente, a sua realização pode parecer remota em todos os sensos. De qualquer forma, eu não posso ver ou examinar as principais capacidades e processos para a sua realização. Eu apenas tenho que confiar que elas estão lá. Tenho também que desenvolver fé em acções o que pode parecer ilógico. Mas preciso por vezes de tomar riscos que parecem saltos no escuro e pôr a minha fé na resolução do problema.
Ir com a maré, é seguir os meus impulsos e intuição como oposição a fazer coisas que podem não ser sentidas como boas, mas, apresentarem-se como necessárias aos meus golos ou situações. A imagem é o fluxo, o rio da vida, o fluxo da energia universal, etc. Ir com a maré implica um grande esforço de desenvolvimento, esforço por causa da minha inteligência interior, trabalhando através da minha intuição e impulsos, assegurando o meu movimento com a corrente dominante do fluxo. A qualquer momento eu confio na minha inteligência interior para guiar as minhas acções e saber o que é melhor para mim. Eu devo continuar a ter golos e planos. De facto eu preciso faze-los, mas se em vez de forçar eu for com a corrente, então não devo batalhar pelos golos através de um pequeno teste na procura do mais rápido caminho possível, mas devo ser flexível, ir com a maré. Eu vou alcançar mais e como sentir-me melhor, seguindo os meus sentimentos, em vez de desistir e ficar rígido aos planos e programas. Ir com a corrente está implícito na ideia de assumir uma intenção positiva e para isto, eu devo trabalhar com em vez de contra. Aceitar as coisas que me acontecem é considerado um passo para o esclarecimento. Ir com a maré, é apresentado como um receptivo e final processo criativo, um aumentar de sensibilidade para o alinhamento entre a direcção da minha própria vida e a direcção do universo do qual eu faço parte.

Os Hábitos, são padrões de actividade que eu realizo automaticamente, ou programados ou como formas de rotinas de pensar, comportar ou falar. Nalguns casos, hábitos são ferramentas realizadas com uma competência inconsciente. Os hábitos ajudam e não ajudam. No lado positivo, eles libertam-me para mudar a minha mente para assuntos mais importantes. Fazem também com que aspectos da minha vida sejam simples e directos, numa direcção segura e tranquila. No lado negativo, cegam a minha atenção, fazem-me trabalhar num piloto automático e menos a viver intensamente no aqui e agora. Os hábitos podem também ser maus. Desafiar hábitos ajuda-me a ver que tenho sempre uma escolha e que às vezes, preciso de me desfazer de um hábito. Agir automaticamente pode significar que não existe outra opção. Desafiar hábitos ajuda-me a partir os velhos e fazer novos hábitos.

O Grande Eu, é a parte de mim que transcende o comparativo insignificante e normalmente negativas preocupações do plano de existência de todos os dias. O grande eu também é o grande consciente, o super consciente, a inteligência inapta, o amor divino, o eu infinito e a intuição. Especificamente, o grande eu representa um nível de existência pessoal, ou aquele senso de completo preenchimento que muitos de nós procura mas raramente encontra, porque o procurámos no exterior – nas relações, aquisições, etc. – em vez de procura-lo dentro de nós. O grande eu é dotado com infinita sabedoria que faz dele um ideal, guia e tutor. Pode solucionar os meus problemas ou apresentar-me uma grande visão do problema. É a fonte da inspiração, criatividade, amor, abundância e bem-estar. Encontrar e estar em contacto com o grande eu, é o principal propósito do desenvolvimento pessoal e talvez da vida. Há sete caminhos através dos quais se pode viajar para o grande eu:
O caminho Heróico através do serviço aos outros.
O caminho do Amor e da Iluminação Interior através da meditação.
O caminho do envolvimento Activo no Mundo.
O caminho Estético.
O caminho Científico.
O caminho da Devoção.
O caminho do Ritual e da Cerimonia se a consciência espiritual estiver despertada.
Experiências místicas podem dar-me vislumbres do grande eu e as respostas até mesmo com justiça a eventos ordinários podem ter a sua fonte no grande eu. As condições mais imediatas para contactar o grande eu incluem uma mente bastante calma e uma forma focada para o dia-a-dia. Meditação e visualização são o significado óbvio para realizar estas condições.

A Intuição, é o conhecimento que vem ter connosco sem c qualquer esforço cognitivo consciente da nossa parte. Algumas alternativas incluem o sexto sentido, o terceiro olho, insight e sentimento visceral. No seu mistério, a intuição é identificada com o grande eu ou a fonte transpessoal e o seu pensamento para além das suas dimensões normais de tempo e espaço. Numa explicação menos esotérica, a intuição vem de eu ser capaz de fazer um uso excepcional e eficiente de toda a informação relevante que me é disponível. Isto pode incluir uma multidão de memórias e pedaços de informação que vêm do não verbal, da química e outros canais de informação, mas não através da própria linguagem. Intuição é geralmente considerada como uma habilidade humana inapta, que muitos de nós precisa de recuperar e fortificar. Conseguir entrar numa correcta condição para a intuição operar e eu me sintonizar com ela, quando ela vem, normalmente é vista como um valioso processo de desenvolvimento pessoal, que envolve encontrar formas de dominar o barulho interior á nossa volta, de forma que eu seja capaz de ouvir a pequena e silenciosa voz interior. Os caminhos para a intuição incluem meditação, imagens interligadas e o “sentar para uma resposta”, num estado profundo de relaxamento. A palavra mais usada como referência para eu vir a ser mais intuitivo é confiança. Eu posso ser intuitivo apenas se confiar nas mensagens que tiro directamente e com muito esforço do interior. Confiar em mim é ser verdadeiro comigo, assim como ser aberto às verdades sobre ou de mim mesmo. (Johnson and Swindley 1995) dizem que a intuição significa “tuiçao-interna”. Se eu estou sintonizado comigo o argumento flui, e então estou mais capacitado para sentir quando estou a tomar o caminho ou a senda correcta ou errada na vida.
Entregar, é o processo de libertar o que seja que me esteja a magoar, a puxar-me para trás ou a diminuir-me de alguma maneira. “Entregar no sentido do perdão ou corrigir a minha errada percepção de que a outra pessoa me feriu, é a chave para a felicidade, para que quando perdoo possa apenas ver amor nos outros.” (Jampolsky and Keeler 1979). O entregar de não gratificantes e dolorosas relações, é um dos temas do desenvolvimento pessoal, e é um exemplo de onde eu preciso de exercitar autoridade pessoal e adquirir ferramentas para ser efectivo. Outro tipo de entrega, implica conhecer os limites do meu controle pessoal. Sair de uma situação é uma resposta, mas outra é aceitar a situação e apenas experimentar estar nela, “o que pode ser libertador e expõe-nos aos benefícios de viver no aqui e agora.”(Shakti Gawain 1995). Outro aspecto é o paradoxo de ter algo para entregar e ao mesmo tempo agarrar apenas ligeiramente, por exemplo os meus golos, ao visualiza-los e de seguida, esquecê-los a um nível consciente. Ainda outro aspecto, é “eu perguntar, ter a resposta de uma questão, e de seguida entregar.”(Sanaya Roman 1986). Aqui, parece ser um dos princípios em que, seja o que for a que eu resista, persiste. Resumindo, entregar transfere o problema para o Grande Eu.
Meditação, é a disciplina de virar a minha atenção do mundo exterior a mim, para o mundo interior. Meditação envolve parar a minha mente, de maneira que não esteja atento à normal emissão e abarrotar desordenado de imagens. Entrar neste estado tranquilo, usualmente requer concentração numa ideia ou estímulo particular, uma vela, um mantra, a minha respiração, etc. Uma vez que estou neste estado de clara tranquilidade, experimento insights que não podem ser voluntariosos mas antes espontâneos. Muitas autoridades em meditação insistem que o próprio processo tem de ser experimentado para ser compreendido, não pode ser capturado em palavras. A forma passiva envolve passar por cima da minha mente para o grande eu, ou usar isto como uso a mente em visualização receptiva. A forma dinâmica é a forma que eu uso ao trabalhar em mim para trazer mudanças. Outra forma entre a meditação é onde eu clarifico a mente do conteúdo, onde eu permito a mim mesmo estar atento às imagens que flutuam através da minha mente consciente. Meditação é uma preparação para viver e não um escape. Os benefícios são, acalmar e relaxar a mente e o corpo, ou reduzir o stress emocional. Claro que para os puristas, tranquilidade sem iluminação é apenas meditação. No entanto, tem-se modificado a meditação, de uma mística arte de uma minoria, para uma respeitável técnica para pessoas e propósitos comuns, como por exemplo o aumentar da saúde. A evidência científica é esmagadora. Pode reduzir o colesterol, ajudar o sistema imunitário a funcionar adequadamente e beneficia pessoas com sida, cancro, problemas do coração e asma. “ Os que meditam, visitam os seus médicos com menos frequência e perdem menos de 70% de tempo em hospitais.” (Jane Alexander 1996). A meditação é consistente com um interesse geral em estados e processos mentais e em como poder usa-los para aumentar a realização e o desenvolvimento. A humanidade apenas começou a explorar e a utilizar o alcance potencial do nosso estado mental e poderes mentais. “Nós temos um quadro cheio de estados mentais, mas muitos de nós, pegam em apenas três ou quatro notas.” (Colin Wilson 1957). A meditação virá a ser considerada como apenas um muito especial estado mental de consciência que cada um de nós pode e deve ter acesso. É um campo de treino para o poder e a importância de focar. Posso usá-la como uma técnica para propósitos do dia-a-dia, mas continuará a ser considerada como o principal veículo para o desenvolvimento espiritual. “Sem meditação é difícil, senão quase sempre impossível, ter progresso espiritual, porque o feito espiritual é alcançado na mente.” (Joel Goldsmith´s). É o caminho principal para o meu grande Eu, para a transcendência e esclarecimento, para a atenção da minha unidade com o todo. É normalmente sugerido que a meditação transforma, para uma maior auto-aceitação do eu e dos outros, aumenta a criatividade, paz e bem-estar. As autoridades em meditação dizem que a um nível elevado pode trazer uma parcial dissolução da personalidade ou ego. Muitos meditadores, ensinaram a sentir o corpo e a total consciência a aumentar ou expandir-se, dentro de uma força da vida universal. Quando eu atinjo através da meditação o grande (vazio) da mente, que me permite compreender a verdadeira natureza da realidade, então eu não estou mais preocupado com a satisfação compulsiva de necessidades e desejos.

Os Riscos, são acções que eu escolho ter com o conhecimento de que não posso saber ou determinar os resultados. Riscos normalmente são considerados para que sejam boas coisas. Se eu não arriscar não cresço, pelo menos em certas direcções. Arriscar pode aumentar a minha auto-estima e poder pessoal, pode expandir as minhas zonas de conforto. Quanto mais arrisco mais tenho vontade de arriscar e maiores os riscos se tornam. (Gail Sheehy 1981) identifica a boa vontade de arriscar, “como característica dos encontros no caminho que abordam a mudança pessoal sem raiva, medo ou atitude defensiva. Arriscar pode ilustrar a ideia de que não há ganho sem dor, mas o pensamento por detrás da defesa de tomar riscos, não é apenas sobre crescimento através de sofrimento. A chave elementar é a natureza voluntária de arriscar, o facto de que esta necessidade tem que ser um acto de escolha pessoal e a atenção de não ser capaz de controlar as consequências. Aqui a atitude é crítica, para o caso de que se eu luto contra os resultados, então eu provavelmente estou a trair o facto de que acreditava, pois a algum nível eu estou em controlo dos resultados. Esta atitude limita a competência para crescer. Geralmente um risco é liquidado se eu recebo feedback das suas consequências. Arriscar proporciona-me referências e com referências de qualidade suficientes, eu posso suportar crenças e desafiar desafios. A terapia frequentemente envolve riscos. Às vezes eu arrisco as consequências desagradáveis emocionais de ter e suster contacto com emoções que não quero. (Latener 1986) disse: “Nós podemos ter que fazer delas, parte da vivência consciente, se a terapia funcionar.” (Rusk and Read 1996) diz: “Se nós vamos arriscar uma mudança, então deve ser algo que vai satisfazer uma necessidade em nós.” (Jeffer´s) diz: “Um bom risco é bem tomado, porque é apoiado no amor e na integridade, de nós ou dos outros.” Um mau risco não tem estes elementos, porque a outra variante é o envolvimento do ego. Neste ponto de vista, o que realmente conta é a minha atitude através da acção e não a acção em si.
Auto-conhecimento, é a habilidade de assistir, monitorizar e examinar o meu comportamento, o meu mundo interior de pensamentos e sentimentos. É uma peculiar capacidade humana e provavelmente a única e mais importante para o desenvolvimento pessoal. Eu posso prender a satisfação da minha mente, num único momento no tempo e ser sensível a muitos sentimentos e respostas específicas. Eu posso desenvolver um maior conhecimento geral, em andamento, de que eu não tenho um único eu, mas antes muitos eus, ou muitos aspectos do eu único. Este pode ser um processo lento, que leve anos a desdobrar. O holofote do auto-conhecimento acendido ou ligado para todo o tipo de coisas. Desenvolver auto-conhecimento é importante por muitas razões. A um nível amplo, é geralmente aceite de que eu não posso realmente conhecer-me, se eu não conheço realmente a minha mente. Isto quer dizer, conhecer a satisfação dos aspectos menos conscientes da minha mente, assim como também dos conscientes. Isto é um argumento para praticar meditação, e é um resultado de esclarecimento ou clarificação. Normalmente significa conhecer, em vez de apenas identificar com o ego através de muitas das nossas experiencias vividas. “Quando nós descobrimos o ego, nós descobrimos o nosso eu.” Gill Edwards 1991). Isto quer dizer conhecer e saber, que o ego é parte se um maior e expansivo eu, e que este eu alargado, inclui os aspectos da sombra que usualmente negamos, suprimimos ou reprovamos conhecer. Alguns pensadores contemporâneos, acreditam que a integração do ego no interior do eu alargado, é o principal projecto do indivíduo e da humanidade em geral. “Um grande conhecimento do eu como corpo e espírito é imperativo”. (Hall 1993). Desenvolvimento pessoal, em parte é uma questão de conhecer em vez de ser dominado pelas minhas sub-personalidades. Identificar, des-identificar, e pôr todas elas a comunicarem umas com as outras. O auto-conhecimento tem aqui um grande papel a desempenhar. “É uma liberação assim como também uma integração.”(Ferrucci 1982). Auto-conhecimento ajuda a integrar o interno com o externo. Um alto nível de auto-conhecimento, é também associado com um alto nível de auto-controle. Torna possível para mim identificar e cortar padrões de pensamento auto-destrutivos e geralmente, regular a comunicação que eu tenho comigo. Se eu descubro através de uma auto-avaliação de que eu tenho uma força interior que antes não tinha conhecido, então estarei mais á altura para alcançar situações difíceis com um grande senso e fortaleza e poder. Auto-conhecimento é particularmente vital, para estabelecer relações bem sucedidas com outras pessoas. “Não podemos conhecer as outras pessoas melhor do que conhecemos a nós mesmos,” e “só podemos compreender o que as outras pessoas pensam e sentem, se conhecermos os nossos próprios pensamentos e sentimentos.” (Stephanie Powrick 1992). O desenvolvimento pessoal, depende e promove o auto-conhecimento. É significativo o facto de que muitos têm esta falta a um alto nível. E uma das razões, é o pouco tempo despendido á introspecção e á reflexão. Aos valores da sociedade de fazer, alcançar e ter, é em todo o lado, concedido mais tempo, recursos e importância, do que os valores de nos conhecermos a nós mesmos e aos outros. “O auto-conhecimento, leva-nos através desta amorosa capacidade desejosa de nos ter a nós mesmos, em vez dos outros por garantidos.” (Dowrick). Numa perspectiva de desenvolvimento, o auto-conhecimento não é tanto uma capacidade adquirida, ou naturalmente programada fora de nós pela nossa educação ou criação. No coração desta teoria, está a ideia de que consoante crescemos, aprendemos a modificar o nosso comportamento para ter a aprovação dos outros. Aprendemos por exemplo, a não manifestar ou sentir raiva, se a raiva nos traz mensagens não aprovadas. Nós cortamos, negamos e distorcemos os nossos pensamentos e sentimentos, de maneira que tornamo-nos incrivelmente disfuncionais e desconectados deles. Tornamo-nos estranhos de nós mesmos, jamais em contacto com o que pensamos e sentimos. Para pessoas desconectadas de suas vidas interiores, conectarem-se outra vez pode ser desconfortável e doloroso. (Egan 1994) chama a isto, “ o medo da desorganização ou desequilíbrio que uma pessoa experimenta, quando através da auto-revelação, ela começa a descobrir coisas desagradáveis sobre ela.” Mas o desequilíbrio pode ser o preço do crescimento, sendo que tendemos a crescer em tempos de crises.
Auto-estima, é o valor que nós colocamos a nós mesmos. Com mais precisão, é o valor que nós colocamos em aspectos específicos de nós mesmos, de maneira que eu possa ter alta auto-estima em algumas áreas da minha vida e baixa auto-estima noutras. A auto-estima também é definida em termos de relação com a minha auto-imagem, como eu me vejo e ao meu ideal, como eu me gostarei de ver. A auto-estima é a minha avaliação da discrepância entre estas duas coisas. Se eu posso aceitar esta discrepância sem necessariamente sentir-me auto-satisfeito, então a minha auto-estima será comparativamente alta. A alta auto-estima é crucial para o meu bem-estar e para a minha própria capacidade no desenvolvimento pessoal. “Um investimento na construção da nossa auto-estima, não é nada menos do que um investimento na própria vida.” (Johnson and Swindey 1995). A alta auto-estima está relacionada com a boa vontade de responder aos desafios e procurar oportunidades para desenvolvimento e sucesso. Eu tenho que sentir que sou habilidoso, capaz, e uma boa pessoa, antes de arriscar fazer coisas que apoiam a promessa do desenvolvimento. Com baixa auto-estima torno-me auto-protegido, resisto á mudança e provavelmente rejeito elogios e não reconheço as minhas realizações, culpo-me e queixo-me. Se a auto-estima for relativamente alta, eu irei querer tentar novas aventuras e verei o arriscar como riscos a sério. Não me ponho em baixo com excesso de linguagem interna negativa. Sentindo-me merecedor. Irei atrair o respeito e elogios dos outros. O meu nível de auto-estima é principalmente uma questão de escolha. O valor que coloco em mim, é determinado mais pelos meus pensamentos e imagens internas, do que pela forma como os outros se comportam através de mim. Para aumentar a minha auto-estima, tenho que trabalhar principalmente em mudanças interiores. Mudar para melhor o que penso e digo a mim mesmo. Ao ver na minha mente, irei mudar o meu nível de consideração e atrair a alta consideração dos outros.
Algumas técnicas para desenvolver a auto-estima são:
Identificar e focar áreas em que a auto-estima precisa particularmente de ser construída. Onde e quando eu tenho baixa consideração. Ouvir forças e fraquezas, particularmente a forma. Trabalhar em mudar crenças que estão unidas ao meu sentimento de valor próprio, no trabalho, status social e pertences. Viver numa base de escolha e querer. Aceitar ser elogiado e avaliado e premiado pelos outros. Não generalizar feedback negativo ou falhanços. Ver o que é possível para reestruturar situações em que sinta baixa auto-estima. Ter um fundo de referências positivas de experiências que se podem chamar. Visualizar, como se fosse um álbum de fotografias que capture as ocasiões de quando eu senti confiança e valor. Usar a técnica da âncora, para engatilhar, com vontade, um estado associado com a alta auto-estima. Ver-me a gostar de mim e sorrir para o meu reflexo no espelho. Ver em câmara lenta, situações do passado em que a auto-estima caiu e riscar o comentário negativo da minha crítica interior. Modelar o comportamento de pessoas com alta auto-estima. Fazer um estudo de pessoas confiantes. Usar afirmações positivas e linguagem interna para me encorajar e contrariar o que (Fanning 1994) chama “crítica patológica”. Usar frases para ter conhecimento de que eu não sou nem preciso tentar ser perfeito.

O Sucesso, geralmente implica o alcançar do que quer que seja, que eu parta do princípio para fazer, tornar ou trazer, embora para alguns tutores, sucesso é mais sobre a tentativa do que o alcançar. “Eu não sou um falhado se eu não fizer, eu sou um bem sucedido se eu tentar.” Cada um de nós deve decidir o que conta mais para si como sucesso e estabelecer um critério para a capacidade de saber, o quanto eu sou bem sucedido. Se eu não determinar o meu critério ou regras, então outros vão faze-lo por mim. Não é bom estabelecer critérios de sucesso muito altos, para que não seja extremamente difícil o sucesso. É uma questão de influenciar a minha própria percepção em vez de ter baixas expectativas. O sucesso é baseado em valores que incluem liberdade individual e alcances externos em procurar autenticidade de trabalho e relacionamentos. Para o sucesso eu tenho que pensar e praticar a positividade. Usar os princípios baseados na abordagem corpo mente e espírito do desenvolvimento pessoal. Eu tenho que ser o meu auto Mestre. Sucesso é um estado natural. Eu nasci para desenvolver o meu potencial e para ser bem sucedido. O sucesso não é mais difícil de alcançar do que a falha., que em todo o caso é sempre um factor que contribui para o sucesso. Eu posso programar-me para o sucesso. Eu preciso de me focar consistentemente em ser bem sucedido e fazer do sucesso um hábito consciente e natural. O sucesso raramente depende de um talento natural, ou mesmo de um adquirida competência técnica. Tem mais a ver com a atitude do que com a aptidão. Saber precisamente o que eu quero alcançar como propósito definitivo. Manter atitudes positivas e reter apenas crenças cheias de força e autoridade. Manter altos níveis de saúde e energia. Alinhar a acção com o propósito. Aprender com os erros ou falhas. Desenvolver bons relacionamentos com outras pessoas.